segunda-feira, 4 de maio de 2009

Times com nomes “diferentes” participaram do 1º de maio

Nomes engraçados e até inusitados marcam a 52º edição do mais tradicional torneio de futebol amador de Arapongas, o Torneio 1º de Maio

Pode parecer simples escolher um nome para um time de futebol, mas no Torneio 1º de Maio de Arapongas, um dos mais tradicionais torneios da cidade e um dos maiores campeonatos de futebol amador do Brasil, esta “simples” tarefa pode se tornar em um Deus nos acuda.

Só Elite, Vou não vou, Suvako da Cobra, Tsunami, Só Capim Canela, Bobeu a gente pimba, Garotos do 57, Jesus está conosco, Deus me Ajude, são alguns exemplos pífios de nomes nada convencionais encontrados na competição.

O campeonato existe desde 1957, foi criado para comemorar o dia do Trabalhador e na primeira edição contava apenas com 18 agremiações. Neste ano, 220 equipes se inscreveram para o torneio, 180 times adultos masculino, seis femininas e 34 juvenil Sub-16, uma das novidades de 2009.

De acordo com a organização, entre atletas, técnicos e funcionários do departamento de esportes envolvidos no evento, o campeonato reúne mais de 4 mil pessoas. Quanto aos nomes dos times teve um pouco de tudo, de bizarrices à criatividade.

“Fanikitos Esporte Clube” é um exemplo, inspirado em uma Banda de Pop presente no seriado juvenil ‘Malhação’, da Rede Globo. O auxiliar de produção, Leandro Rosário Moreno de 32 anos, um dos fundadores do “fanikitos”, escolheu o nome por entender que chama atenção e é diferente.

“O nome é engraçado e os amigos do time aceitaram bem, apesar de algumas gozações, mas a gente leva numa boa”, explica Moreno. Formado por amigos que trabalham juntos na mesma empresa, o time estreou “oficialmente” exatamente no Torneio 1º de Maio do ano passado e foram eliminados logo na estréia. Nesta edição, a expectativa é mais ambiciosa, “a intenção é chegar até o último dia da competição (01/05), quando sobram só 16 times”, declara o empolgado atleta.

UBBF e Zanlorenzi foram criados a partir da bebida alcoólica. Zanlorenzi é o nome de uma cachaça fabricado no Ceará. A equipe já existe há 3 anos. Para o “dono” do time, Leonardo Santos Vicentin, 27 anos, a idéia é usar a sátira para zoar com os amigos. “O time só tem bêbados, e para entrar no Zanlorenzi E.C., nem precisa ser bom de bola, basta gostar de um aperitivo”, brinca Vicentin.

Com o UBBF não é diferente, o nome parece mais sigla de partido político, porém, as iniciais significam União dos Bêbados do Bar Fluminense. A equipe do UBBF é um time tradicional da cidade. São 17 anos de existência e inúmeros campeonatos disputados. O vendedor de Enxoval, Lucas Amador, 42 anos, é quem comanda o time há seis anos e relata que na “sua” gestão nunca venceu nenhum torneio.

Segundo ele o nome foi escolhido para homenagear os clientes de um Bar que se chamava Fluminense, “lá (bar fluminense) era o local onde nós comemorávamos as vitórias (e também as derrotas) regadas a muita cerveja”, conta Amador. Antes, quem dirigia o time, era o fundador do time, “seu” Divino, mais conhecido por Pimba, que resolveu “pendurar” as chuteiras.

E têm aqueles que resolvem lembrar-se dos animais de estimação. É o caso de Bruno José Rissato Irmen, 27 anos. O Auxiliar de pintura tinha um animal de estimação longe dos padrões convencionais, uma Lagosta. O Lagostas Futebol Clube disputa o Torneio pela primeira vez. “Infelizmente, ela (lagosta) já morreu e já estou buscando outra para substituí-la”, lamenta o atleta, que ganhou do time o apelido de Camarão, porque será?

Para o diretor do Departamento de Esportes da Prefeitura de Arapongas, Florisvaldo Semeão que comanda o setor desde março de 2007, não há restrição quanto à escolha dos nomes, “quando as equipes não conseguem se inscrever por uma empresa, ou uma instituição acabam criando nomes para poder jogar a competição, como não há restrição, aparecem alguns nomes diferentes”, diz Semeão.

E é claro, em todo campeonato amador de Futebol jogado no Brasil, não pode faltar nomes que inspiram-se em equipes grandes do Brasil e até do mundo. Em Arapongas não é diferente, jogaram equipes como Ponte Preta, Guarani, São Paulo, Santa Cruz, São Caetano, Panathinaikos (Grécia), Milan e Nápoli (Itália).

Em contrapartida, muitos escolhem um nome que têm de fato, uma relação forte com os atletas, como a empresa em que trabalham o bairro em que mora a escola que estudam ou até mesmo a família.

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